Quando cheguei a Buenos Aires, nos primeiros dias de aula na universidade, conheci uma colega que via (e gravava) novela todos os dias. Novela brasileira, essas mesmas que passam por aí. Sua preferida era a Escrava Isaura. Passei meses até descobrir que a Escrava Isaura que ela via não era a da Lucélia Santos, e sim uma nova versão da Record, que eu tãopouco sabia que produzia novelas.
Na época (2006), além dos atros das novelas locais, o galã do momento por aqui era Reinaldo Gianechini. De lá para cá, há novelas brasileiras em profusão na tevê aberta e também em canais pagos. Atualmente, está sendo reprisada pela 345619769 vez O Clone, num canal que não sei como chama; a campeã de audiência Telefe está exibindo outra; mas os campeões são o canal-mulherzinha Cosmopolitan e o trash Canal 9. O primeiro é campeão das novelas-Leblon - creio que só agora há duas dessas no ar, além da minissérie A Presença de Anita - e o outro, depois de sucessos como Uga-Uga, superou qualquer bizarrice no quesito novelas, se é que isso é possível.
Não sei quem haverá herdado ou comprado os direitos das produções da finada TV Manchete, mas o sucesso do momento no Canal 9 é Xica da Silva, que segundo um amigo-noveleiro, teve participações internacionais de alto nível como a da porno-atriz-deputada-Cicciolina. Tudo isso dublado em espanhol.



